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Desporto recreativo: entre o desafio e a agressão do corpo
Ana Mota, Vídeo
É atleta amador há menos de um ano e já tem um iron man como desafio de superação. Rui Sousa pratica desporto todos os dias, entre as braçadas em águas livres ou os quilómetros de estrada. Começou pelo entusiasmo das provas e pela brincadeira com os amigos, até encontrar no desporto uma forma de desenvolvimento pessoal.
Quase no mesmo ponto de partida partiu Matilde Santos, mais conhecida por Mia, que decidiu criar um grupo de corrida para quem tem como ambição correr 5km na companhia dos amigos. Hoje, o run club mais conhecido do Porto, tem centenas de atletas todos os sábados. O convívio e as amizades que se criam a cada passada são a desculpa perfeita para os jovens praticarem mais desporto.
A prática de exercício físico, em modalidades como a corrida, triatlo ou mais recentemente o Hyrox, está a aumentar em Portugal e em toda a Europa. A criação de novos hábitos desportivos em atletas amadores é visível sobretudo nos jovens, que treinam em clubes de corrida ou se desafiam através de competições e provas de atletismo.
Nas provas de meia-maratona, a distância mais popular no atletismo, várias competições europeias atingiram recordes históricos de participação. A meia-maratona de Berlim, assim como a de Copenhaga ou a do Porto tiveram em 2016 mais 2 mil inscritos do que em 2015, atingindo valores máximos de participação.
A popularidade deste tipo de provas de grande exigência e preparação física são uma preocupação para médicos e investigadores, que defendem mais informação e sensibilização para os riscos de uma má preparação. Mais do que exames médicos ou provas de aptidão física, alertam as federações e organizadores a prestarem mais informação aos atletas.